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domingo, janeiro 14, 2007

2006: Retrospectiva

Quero começar este post desejando a todos as pessoas, que possam eventualmente passar por cá, um excelente ano 2007, repleto de paz, saúde e sucesso.
2006 não foi mau de todo para mim. Nos tempos em que vivemos, não nos podemos permitir exigir o quer que seja. Devemos receber o que nos é dado de mãos abertas.
Foi um ano rico em variadíssimos aspectos. Conheci pessoas, lugares, culturas... Tentei "absorver" tudo o que via. Porque aprender nunca é demais.
Tentei viajar o máximo possível. Foi a primeira vez na minha vida que me permiti ganhar alguma liberdade... Afinal, foi em 2006 que consegui juntar pela primeira vez alguns tostões. Estive em Foix, nos Pirinéus Franceses, muito perto de Andorra. Estive em Madrid. Estive nos Açores. Tentei conhecer mais um pouco de Portugal, viajando um pouco pelo país. Há tanta coisa bonita de se ver! Curiosamente, nunca fui ao Algarve. Prefiro, de longe, o Minho. Não tivesse uma costela minhota!
Conheci pessoas novas. Algumas já as conhecia, mas sem nunca passar grande cartão. Outras, não conhecia de lado nenhum. Por outro lado, fiz uma espécie de triagem nas minhas amizades "antigas". Mentalizei-me que as pessoas com quem fiz amizades mudaram ao longo dos anos. Aliás, também eu mudei. E aprendemos a gostar de coisas diferentes. Ao crescermos como pessoas, também mudamos. E quando surge a incompatiblidade de feitios, o melhor é cada um seguir para o seu lado. "Quem está mal, que se mude...". Optei por me mudar. Em 2006, apliquei uma das minhas máximas: "Quantidade não é qualidade". Mais vale poucos amigos mas bons. Creio (e espero não me enganar) que os meus amigos sejam mesmo bons.
A nível profissional, mesmo não trabalhando na minha área como desejaria, aprendi a lutar pelo que faço. Trabalhar com idosos não é fácil. Mas é muito bom ver um idoso dizer-me com as lágrimas nos olhos: "Ó filha, obrigadinha por me ajudares. És uma santa." Eu não sou uma santa, longe disso. Mas faço o meu melhor para ver um sorriso. E fico orgulhosa de ver os "meus" idosos com um sorriso na cara. Penso para mim: "Missão cumprida". Ainda outro dia, perguntaram-me como é que era possível eu gostar de idosos. A minha vontade foi espetar uma gargalhada. Eu não ia muito à bola com eles também... Aprendi a gostar. Eles dão luta. E a vida não é uma constante luta?
Entretanto, tive a oportunidade de começar a trabalhar com crianças. Aí pude comparar o que é trabalhar com idosos e crianças. Sempre gostei de crianças. Trabalhar com elas acaba por se fácil porque é muito mais fácil cativar uma criança que um idoso. O idoso é desconfiado porque já é muito vivido. A criança é ingénua.
Não posso deixar de referir que foi graças a este trabalho que tanta gente critica que consegui fazer a minha primeira grande aquisição: um citröen C3, o carro que sempre quis. Porque "A Vida é Bela".
2006 foi muito rico profissionalmente. Que 2007 seja pelo menos igual. A ver vamos...
A nível pessoal/familiar, as coisas não correram da melhor forma. Em junho, faleceu um tio meu... Não tinha um grande relacionamento com ele mas custou-me imenso ver os meus primos e a minha tia naquele sofrimento. É o que acontece quando a morte aparece de um segundo para o outro. Descansa em paz Tio Jorge.
Mas, para mim, a maior perda de 2006, foi o falecimento da minha Avó. A minha vida ficou completamente transtornada. E tudo aquilo que escrevi em cima, principalmente sobre as amizades, aconteceu na altura que a minha avó adoeceu. Pode parecer estranho mas foi. Em Agosto, foi-lhe diagnisticado uma anemia. Ficou internada em Aveiro durante umas 3 semanas. Teve alta na semana em que o neto querido dela, o meu primo Rui, casou, a 3 de Setembro. Ainda dou graças a Deus lhe ter dado forças para assistir a este enlace. A partir daí, foi tudo muito rápido. Os exames médicos revelaram que afinal a minha avó não tinha anemia mas sim uma doença muito rara. O organismo tinha deixado de produzir sangue. As primeiras transfusões de sangue ainda fizeram algum efeito. As outras... o raio do corpo rejeitou-as, literalmente. E não fosse o destino irónico, quis Deus levar a minha avó para junto dele num dia impossível de esquecer: 01 de Outubro. Ironicamente, no Dia Mundial da Música. O marido dela, falecido também há 22 anos, foi um dos melhores saxofonistas da região. O filho dela, o meu pai, foi também ele saxofonista. Dos netos que ela deixou, só o meu primo Rui não teve queda para a música. Quero aqui referir que em 2001, a minha avó gastou uma fortuna investindo em dois clarinetes e num saxofone alto, do melhor que há. Os clarinetes foram para a minha prima Susana e para mim. O sax. alto foi para o meu irmão, Gaby. E a minha avó deixou-nos nesse dia, que tanto nos diz a todos. O destino tem destas coisas. Foi a minha grande perda de 2006. Mudou a minha vida. E tenho saudades dela. Descansa em paz, Gracinda Fernandes Ruela.
Com a crise que a Europa está a atravessar, acredito que não vai ser um ano fácil. Não espero nem enriquecer, nem comprar casa, nem encontrar o emprego dos meus sonhos. Vou tentar agarrar todas as oportunidades, se elas aparecerem. Sempre gostei de desafios. É isso que me faz andar para a frente!
Bom Ano 2007 para todos!

3 Vox Angeli:

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